domingo, 14 de março de 2010

21 Março 2010

Ultimamente não tenho escrito, sinceramente, nem eu sei bem porquê?
Às vezes falta-me a alma, outras a imaginação. O espaço, o tempo, tudo é curto. E eu, aqui deste alpendre acabo sempre por me iludir com as estrelas ou com a lua cheia que me é vizinha.
Ultimamente não tenho tido sede de amor nem vontade de amar. Embora o céu esteja limpo há alguns dias e o sol me tenha surpreendido pela positiva não tenho aquela energia, não sinto aquele aroma, não está presente a substancial fragrância.
A pedido do meu outro eu tenho-me mantido constante, inerente a qualquer possibilidade de erro, talvez por ser menina, talvez por me ter tornado mulher tão rapidamente. Toda esta mudança e sentimentos fluem entre as portas da minha casa e eu estou realmente estou a considerar a hipótese de estar a enlouquecer.
Os últimos dias têm sido complicados digo até que perturbadores. Tenho pena por mim por ser tão ridícula e estúpido porque na verdade eu deixei de ser quem era porque eu simplesmente já nem sei quem realmente sou.
Frieza, um mar de ansiedade e resentimento e conjunto de razões para simplesmente ir e não voltar nunca mais. Um erro não, mas que não era realmente o meu caminho, isso sim, não era.
Agora resta-me apreciar os tempos que se adivinham, resta-me deitar todos os dias tentando não adivinhar o que me espera nem o que me resta. Hoje, amanhã e depois, estarei atenta, sem querer adivinhar.

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