Deitei-me de mansinho por debaixo do calor intenso do meu cobertor feito de sonhos. Tive medo de ficar sem nada, de perder, de me sujeitar a me sentir perdida para sempre. Gostava de poder dizer tudo aquilo que sei, tudo o que me vai dentro do peito mas que, por um motivo ou outro, eu não consigo revelar.
Levantei-me meio ensonada e nada havia perdido. Estava tudo lá de alguma forma. Os meus pés continuavam gelados como antigamente, o meu cão continuava a dormir bem enroladinho na sua almofada e o frio lá fora, quando espreitei o céu pela janela, continuava super intenso e desagradável.
Digamos que não perdi nada, não perdi ninguém mas que também não me perdi a mim. Sei que há alguém que me perdeu, que me afastou, que me ludibriou até eu voar para longe, partir em busca de algo que nunca antes tinha encontrado, de um cheiro mais suave e doce, de uma temperatura mais amena. Procurei algo que nunca encontrei e que talvez nunca irei encontrar.
Digamos que neste momento a minha vida mudou. Já nada bate certo com o meu antigamente. Talvez porque eu caminhei no meio de uma lagoa em sonhos distantes onde encontrei alguém que me fazia muito feliz. A verdade é que uma lagoa tão bonita como esta, permanece intacta no meio de uma serra bem perto do meu olhar e eu não estou inerente às perdas, nem aos choques térmicos de desilusões ocorrentes. Estou no meio de uma guerra, no matagal, onde cada um de nós se dedica a si mesmo e não aos outros.
E sim, eu sou feliz, mas à minha maneira, não à maneira de outros. Por vezes tenho vontade de voltar a trás, de correr à chuva e ficar ali, a esfriar junto dela pois, só ela tem as gotas mais puras da vida e, mesmo assim, já nada é como era dantes.
Hoje voltei ali, à lagoa onde me apaixonei. O verde e o reflexo na água maquilhada de silêncio e tranquilidade; troncos que serviram de espaldar para um momento só meu. Meu e dele porque foi lá que ele me levou e explicou que ali, seria um lugar só nosso. Uma lagoa que me surgia em sonhos e que hoje conheci, cheirei, experimentei todas as suas sensações. Uma lagoa onde me iria apaixonar; onde fui já apaixonada e onde mais uma vez me apaixonei, mas nesta nova visita bem mais real, pelo que a Natureza tem de melhor.
Levantei-me meio ensonada e nada havia perdido. Estava tudo lá de alguma forma. Os meus pés continuavam gelados como antigamente, o meu cão continuava a dormir bem enroladinho na sua almofada e o frio lá fora, quando espreitei o céu pela janela, continuava super intenso e desagradável.
Digamos que não perdi nada, não perdi ninguém mas que também não me perdi a mim. Sei que há alguém que me perdeu, que me afastou, que me ludibriou até eu voar para longe, partir em busca de algo que nunca antes tinha encontrado, de um cheiro mais suave e doce, de uma temperatura mais amena. Procurei algo que nunca encontrei e que talvez nunca irei encontrar.
Digamos que neste momento a minha vida mudou. Já nada bate certo com o meu antigamente. Talvez porque eu caminhei no meio de uma lagoa em sonhos distantes onde encontrei alguém que me fazia muito feliz. A verdade é que uma lagoa tão bonita como esta, permanece intacta no meio de uma serra bem perto do meu olhar e eu não estou inerente às perdas, nem aos choques térmicos de desilusões ocorrentes. Estou no meio de uma guerra, no matagal, onde cada um de nós se dedica a si mesmo e não aos outros.
E sim, eu sou feliz, mas à minha maneira, não à maneira de outros. Por vezes tenho vontade de voltar a trás, de correr à chuva e ficar ali, a esfriar junto dela pois, só ela tem as gotas mais puras da vida e, mesmo assim, já nada é como era dantes.
Hoje voltei ali, à lagoa onde me apaixonei. O verde e o reflexo na água maquilhada de silêncio e tranquilidade; troncos que serviram de espaldar para um momento só meu. Meu e dele porque foi lá que ele me levou e explicou que ali, seria um lugar só nosso. Uma lagoa que me surgia em sonhos e que hoje conheci, cheirei, experimentei todas as suas sensações. Uma lagoa onde me iria apaixonar; onde fui já apaixonada e onde mais uma vez me apaixonei, mas nesta nova visita bem mais real, pelo que a Natureza tem de melhor.



