E aqui estou eu, de novo ao sítio de onde quis partir, fugir, emergir.
Novamente desamparada mas com alguma estrada para continuar.
Vagueio em quetões sobre mim mesma e acerca do mundo à minha volta e chego à conclusão que já nada é realmente certo e concretizante.
Hipóteses são pedrinhas que o mar devolveu à costa e os melhores momentos e vivi terão de ficar para uma outra altura.
Vou querer fugir de novo mas não vou ter para onde ir. Vou temer o reecontro, vou recriar uma nova caricatura, sonhar que consigo e sobreviver aqui.
Agora se me ouves, se me queres por perto, não deixes que o o oceano te sempare de mim nem por um instante. Mesmo porque a uns quarteirões eu já te sinto longe.
Agarra-me com força agora porque poderás não mais consiguir tocar-me e dizer-me tudo o que dizias ao deitar, durante a madrugada ou até mesmo à tardinha. Hoje eu fico amanhã já me vou, mas por favor se me queres, está lá quando eu voltar, se eu algum dia voltar.
Amo-te


