sábado, 3 de abril de 2010

03 Abril 2009

E aqui estou eu, de novo ao sítio de onde quis partir, fugir, emergir.
Novamente desamparada mas com alguma estrada para continuar.
Vagueio em quetões sobre mim mesma e acerca do mundo à minha volta e chego à conclusão que já nada é realmente certo e concretizante.
Hipóteses são pedrinhas que o mar devolveu à costa e os melhores momentos e vivi terão de ficar para uma outra altura.
Vou querer fugir de novo mas não vou ter para onde ir. Vou temer o reecontro, vou recriar uma nova caricatura, sonhar que consigo e sobreviver aqui.
Agora se me ouves, se me queres por perto, não deixes que o o oceano te sempare de mim nem por um instante. Mesmo porque a uns quarteirões eu já te sinto longe.
Agarra-me com força agora porque poderás não mais consiguir tocar-me e dizer-me tudo o que dizias ao deitar, durante a madrugada ou até mesmo à tardinha. Hoje eu fico amanhã já me vou, mas por favor se me queres, está lá quando eu voltar, se eu algum dia voltar.
Amo-te

domingo, 14 de março de 2010

21 Março 2010

Ultimamente não tenho escrito, sinceramente, nem eu sei bem porquê?
Às vezes falta-me a alma, outras a imaginação. O espaço, o tempo, tudo é curto. E eu, aqui deste alpendre acabo sempre por me iludir com as estrelas ou com a lua cheia que me é vizinha.
Ultimamente não tenho tido sede de amor nem vontade de amar. Embora o céu esteja limpo há alguns dias e o sol me tenha surpreendido pela positiva não tenho aquela energia, não sinto aquele aroma, não está presente a substancial fragrância.
A pedido do meu outro eu tenho-me mantido constante, inerente a qualquer possibilidade de erro, talvez por ser menina, talvez por me ter tornado mulher tão rapidamente. Toda esta mudança e sentimentos fluem entre as portas da minha casa e eu estou realmente estou a considerar a hipótese de estar a enlouquecer.
Os últimos dias têm sido complicados digo até que perturbadores. Tenho pena por mim por ser tão ridícula e estúpido porque na verdade eu deixei de ser quem era porque eu simplesmente já nem sei quem realmente sou.
Frieza, um mar de ansiedade e resentimento e conjunto de razões para simplesmente ir e não voltar nunca mais. Um erro não, mas que não era realmente o meu caminho, isso sim, não era.
Agora resta-me apreciar os tempos que se adivinham, resta-me deitar todos os dias tentando não adivinhar o que me espera nem o que me resta. Hoje, amanhã e depois, estarei atenta, sem querer adivinhar.

domingo, 7 de março de 2010

07 Março 2009

Tenho o pensamento a arder e meio mundo a perguntar por mim. Guardo segredos, guardo sonhos, guardo lágrimas, guardo sonhos e fico-me por aqui.
Quero estar sozinha por uns instantes. Quero viver à noite em dias de verão. rebolar na areia da minha praia de eleição e afogar-me no meu e só meu querido e fiel mar.
No fundo do oceano quero ser um peixe bem colorido quero percorrer os mares deste planeta a dançar nas ondas que se fazem sentir dia e noite.
É como se metade do mundo me amasse e a outra metade me odiasse, é como viver de pernas para o ar numa caverna escura onde só reina a escuridão.
Enquanto o meu pensamento arde fico preplexa a olhar para a lua que teima em convidar-me a passear.
Será culpa minha ou são estes sentimentos indefinidos e sonhos antigos que me prendem a este lugar?

domingo, 28 de fevereiro de 2010

28 Fevereiro 2010

As palavras flutuem-me pelo pensamento. Vejo-me perante um mar de decisões difíceis para tomar e o meu cabelo continua aqui, ao sabor do vento.
Hoje há um cheiro diferente no ar. O quarto parece mais vazio e frio. Tudo isto, somente porque não estás. Por vezes sinto-me tola e incompreendida por meio mundo, mas, a verdade, é que todo esse suposto "grande mundo" não tem a obrig.ação de me ouvir, sou eu a portadora de qualquer inconveniente para a minha própria vida.
Sinceramente, onde estavas quando mais precisei? Concretamente em lado algum...
Onde ficaste quando pedi para vires? Infelizmente bem longe de mim.
E por aqui, as lágrimas de uma menina são agora de uma mulher que um dia, em tempos, te amou.
Hoje, somente hoje, senti a tua falta depois de tanto tempo. Hoje e só hoje, passado tanto tempo, chorei por ti.
As palavras surgem, o meu sentimento desagradavelmente ridículo dá aso a imagens mentais inconscientes, em memórias que nunca deviam existir.
Hoje, eu entendi. Nunca te tive, nunca pude tocar-te sentindo-te porque tu nunca lá estiveste. Ilusionismo de ilusão.
Hoje e agora já nada importa. O tempo passou, o mundo murchou e eu virei mulher. Viajei para um outro mundo, outra e nova era e fiquei-me porque aqui. Sinto-me feliz, completa. Já nada é igual, tudo é diferente. E se assim estou feliz, devo-lhe a ele mas de certo modo também a ti.
Quero que saibas então que esta é a minha resposta ao teu telefonema. Foi muito bom que tudo tivesse terminado assim embora sofresse. Sofri e cresci, tornei-me aquilo que sempre quis ser, mulher e vivo agora e para sempre um grande, diferente mas sincero amor.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

21 Fevereiro 2010


Ontem parei e vi, recordei e sonhei. Hoje sorri e não menti, vi o que vi e guardei um segredo só e apenas para mim.
Acordei mais cedo do que queria. Não foi o sol que me acordou mas sim a tua doce companhia. É tão bom quando se abraça a pessoa que se ama, é tão doce sentir o cheiro de uma madrugada enamorada que o coração não engana.
Comemoro hoje mais um dia com a tua suave presença. celebro mais uma manhã de sonhos em que me acompanhas diariamente. Mas hoje não me perguntes porquê, apeteceu-me fugir para longe e levar.te comigo para um lugar repleto de calma e segurança e reinasse a magia.
Hoje quero-te para mim, quero.te sentir por perto. Hoje o tempo não para e eu quero passar a controlar este tempo. Se um dia conseguir, prometo-te que te levo às estrelas e deixo-te lá ficar com esse teu sorriso e com esse teu tão puro olhar.
Por vezes sei que não é fácil viver ás vezes comigo mas acredita, que nesta ou qualquer jornada, é nos teus braços que eu sempre quero um abrigo.
Por tudo isto hoje vou mudar a insegurança que me acompanha.
Tudo para te dizer que te amo, por que só isso me faz verdadeiramente feliz

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

20 Fevereiro 2010


Sei o que quero mas não sei para onde quero ir. Mil e uma paisagens em sonhos vão navegando na minha alma enquanto sonho. São apenas sonhos, são apenas imagens, são só pensamentos intrusos que vagueiam por entre portas e travessas da minha rua.
Começo a tentar perceber o que me rodeia bem de mansinho, não quero de todo dar nas vistas. Apetece-me estar camuflada por intensos sabores a frutos silvestres num bolo recheado de chantilly e morangos numa montra de uma pastelaria. A gula suga cada ser vivo que por aí anda. Todos eles se vestem com cores do arco-íris mas nenhum tem a alma tão bela, pura e alegre como ele. Sinceramente também nunca gostei muito de revestir o meu corpo com as suas cores, não por não as apreciar, mas por serem demasiado chamativas. Gosto do azul do mar e das conchas que o acompanham. Gosto das estrelas que me ajudam a adormecer na esperança de que amanhã o dia será melhor. Gosto do vento que concede a última dança aos meus cabelos. Gosto de mergulhar bem fundo e subir até à superfície com um sorriso que envergonhe todo o mal do mundo. E uma gargalhada bem sentida, daquelas que deixam dores de barriga e lágrimas de alegria .... hum... como sabe bem.
E aqui estou eu, rodeada de morangos e frutos silvestes, revestida de doce e olhada de uma maneira suculenta...
Agora já lá não estou, ali naquela prateleira de pastelaria ... vim até à outra margem deste rio de onde escrevo.
Aqui o céu está nublado e não há guloseimas. Talvez porque aqui está o meu lado mais triste e melancólico que eu nunca antes consegui decifrar. Não há ninguém neste momento que aqui venha. As flores vão murchando com as fortes trovoadas e desabamentos. As cascatas parecem estar sem brilho, dos animais, são poucos aqueles que se aproximam. Ninguém sabe lidar com a indiferença e eu não sou excepção.
Por isso fui até a essa pastelaria, pus.me na pele daquele delicioso bolo e assim que a minha missão acabou, refugiei-me onde sempre me refujiei. A escrita passou a ser a minha maior arma, a minha maior força, o meu maior suporte e apoio.
Este meu abrigo até pode ser escuro, triste e melancólico mas é o meu mundo e esse ninguém nunca em tempo algum o vai destruir.

Estou de saída, já terminei o café e o pastel de nata. Vou a caminho de casa e vou a sonhar. Vou para o meu quarto e vou escrever, escrever, escrever ...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

15 Fevereiro 2009


São sardas que aterrorizam os meus pontos negros. Sinceramente, já nem sei para que é que servem uma data de pontinhos castanhos ao redor do meu nariz e bochechas... Uns dizem que são imperfeições da pele mas há até aqueles que acham piada.
Eu sou da opinião destes últimos, gosto delas. De certo modo até me dão alguma piada :)
Tem chovido bastante ultimamente. O relógio não pára e dia após dia surgem revelações, surgem medos, surgem aventuras e percursos. Hoje em dia já ninguém lê o que escrevo, hoje em dia já ninguém dá valor.
Especialmente hoje está frio, daqueles dias em que custa a pôr o pé de bailarina fora da cama, em que sair à rua faz doer a mão de uma princesa, em que o nariz fica frio, gelado, como sempre. Especialmente hoje sinto-me sozinha. Daquele lado está a minha outra metade (assim eu penso que seja) e dois seres amorosos de 4 patas, mas, mesmo assim, faz frio dentro de mim.
Tenho perdido paisagens lindas, músicas do momento, idas ao cinema, idas ao teatro, saídas. Tenho-me perdido um pouco de mim, por assim dizer.
O Inverno duro já devia de ter terminado mas o mundo parece estar de pernas para o ar tal como o pequeno morcego na sua gruta. Ali não há sol, apenas escuridão. Se ali permanecesse, endoidecia.
Hoje, sou eu e as minhas sardas, eu e o meu mundo, eu e os meus segredos, eu e os meus medos. Mas e se um dia eu cair? Se estas sardas passarem a ser rugas? O tempo pode acabar comigo mas eu nunca poderei acabar com o tempo.
A sardas estão aqui, permanentes comigo, essas são leais, fieis escudeiras no meu caminho rumo a uma possível felicidade, que, na minha humilde opinião, nunca tem um principio e um fim. É sim, feita de momentos.
Resta saber se um dia mais tarde, quando eu ficar velhinha, se ele vai continuar a amar as minhas sardas, se me vai continuar a ser fiel e leal amando.me sempre, e se eu principalmente, vou gostar de mim em algum momento.