segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

15 Fevereiro 2009


São sardas que aterrorizam os meus pontos negros. Sinceramente, já nem sei para que é que servem uma data de pontinhos castanhos ao redor do meu nariz e bochechas... Uns dizem que são imperfeições da pele mas há até aqueles que acham piada.
Eu sou da opinião destes últimos, gosto delas. De certo modo até me dão alguma piada :)
Tem chovido bastante ultimamente. O relógio não pára e dia após dia surgem revelações, surgem medos, surgem aventuras e percursos. Hoje em dia já ninguém lê o que escrevo, hoje em dia já ninguém dá valor.
Especialmente hoje está frio, daqueles dias em que custa a pôr o pé de bailarina fora da cama, em que sair à rua faz doer a mão de uma princesa, em que o nariz fica frio, gelado, como sempre. Especialmente hoje sinto-me sozinha. Daquele lado está a minha outra metade (assim eu penso que seja) e dois seres amorosos de 4 patas, mas, mesmo assim, faz frio dentro de mim.
Tenho perdido paisagens lindas, músicas do momento, idas ao cinema, idas ao teatro, saídas. Tenho-me perdido um pouco de mim, por assim dizer.
O Inverno duro já devia de ter terminado mas o mundo parece estar de pernas para o ar tal como o pequeno morcego na sua gruta. Ali não há sol, apenas escuridão. Se ali permanecesse, endoidecia.
Hoje, sou eu e as minhas sardas, eu e o meu mundo, eu e os meus segredos, eu e os meus medos. Mas e se um dia eu cair? Se estas sardas passarem a ser rugas? O tempo pode acabar comigo mas eu nunca poderei acabar com o tempo.
A sardas estão aqui, permanentes comigo, essas são leais, fieis escudeiras no meu caminho rumo a uma possível felicidade, que, na minha humilde opinião, nunca tem um principio e um fim. É sim, feita de momentos.
Resta saber se um dia mais tarde, quando eu ficar velhinha, se ele vai continuar a amar as minhas sardas, se me vai continuar a ser fiel e leal amando.me sempre, e se eu principalmente, vou gostar de mim em algum momento.

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