Sei o que quero mas não sei para onde quero ir. Mil e uma paisagens em sonhos vão navegando na minha alma enquanto sonho. São apenas sonhos, são apenas imagens, são só pensamentos intrusos que vagueiam por entre portas e travessas da minha rua.
Começo a tentar perceber o que me rodeia bem de mansinho, não quero de todo dar nas vistas. Apetece-me estar camuflada por intensos sabores a frutos silvestres num bolo recheado de chantilly e morangos numa montra de uma pastelaria. A gula suga cada ser vivo que por aí anda. Todos eles se vestem com cores do arco-íris mas nenhum tem a alma tão bela, pura e alegre como ele. Sinceramente também nunca gostei muito de revestir o meu corpo com as suas cores, não por não as apreciar, mas por serem demasiado chamativas. Gosto do azul do mar e das conchas que o acompanham. Gosto das estrelas que me ajudam a adormecer na esperança de que amanhã o dia será melhor. Gosto do vento que concede a última dança aos meus cabelos. Gosto de mergulhar bem fundo e subir até à superfície com um sorriso que envergonhe todo o mal do mundo. E uma gargalhada bem sentida, daquelas que deixam dores de barriga e lágrimas de alegria .... hum... como sabe bem.
E aqui estou eu, rodeada de morangos e frutos silvestes, revestida de doce e olhada de uma maneira suculenta...
Agora já lá não estou, ali naquela prateleira de pastelaria ... vim até à outra margem deste rio de onde escrevo.
Aqui o céu está nublado e não há guloseimas. Talvez porque aqui está o meu lado mais triste e melancólico que eu nunca antes consegui decifrar. Não há ninguém neste momento que aqui venha. As flores vão murchando com as fortes trovoadas e desabamentos. As cascatas parecem estar sem brilho, dos animais, são poucos aqueles que se aproximam. Ninguém sabe lidar com a indiferença e eu não sou excepção.
Por isso fui até a essa pastelaria, pus.me na pele daquele delicioso bolo e assim que a minha missão acabou, refugiei-me onde sempre me refujiei. A escrita passou a ser a minha maior arma, a minha maior força, o meu maior suporte e apoio.
Este meu abrigo até pode ser escuro, triste e melancólico mas é o meu mundo e esse ninguém nunca em tempo algum o vai destruir.
Estou de saída, já terminei o café e o pastel de nata. Vou a caminho de casa e vou a sonhar. Vou para o meu quarto e vou escrever, escrever, escrever ...
Começo a tentar perceber o que me rodeia bem de mansinho, não quero de todo dar nas vistas. Apetece-me estar camuflada por intensos sabores a frutos silvestres num bolo recheado de chantilly e morangos numa montra de uma pastelaria. A gula suga cada ser vivo que por aí anda. Todos eles se vestem com cores do arco-íris mas nenhum tem a alma tão bela, pura e alegre como ele. Sinceramente também nunca gostei muito de revestir o meu corpo com as suas cores, não por não as apreciar, mas por serem demasiado chamativas. Gosto do azul do mar e das conchas que o acompanham. Gosto das estrelas que me ajudam a adormecer na esperança de que amanhã o dia será melhor. Gosto do vento que concede a última dança aos meus cabelos. Gosto de mergulhar bem fundo e subir até à superfície com um sorriso que envergonhe todo o mal do mundo. E uma gargalhada bem sentida, daquelas que deixam dores de barriga e lágrimas de alegria .... hum... como sabe bem.
E aqui estou eu, rodeada de morangos e frutos silvestes, revestida de doce e olhada de uma maneira suculenta...
Agora já lá não estou, ali naquela prateleira de pastelaria ... vim até à outra margem deste rio de onde escrevo.
Aqui o céu está nublado e não há guloseimas. Talvez porque aqui está o meu lado mais triste e melancólico que eu nunca antes consegui decifrar. Não há ninguém neste momento que aqui venha. As flores vão murchando com as fortes trovoadas e desabamentos. As cascatas parecem estar sem brilho, dos animais, são poucos aqueles que se aproximam. Ninguém sabe lidar com a indiferença e eu não sou excepção.
Por isso fui até a essa pastelaria, pus.me na pele daquele delicioso bolo e assim que a minha missão acabou, refugiei-me onde sempre me refujiei. A escrita passou a ser a minha maior arma, a minha maior força, o meu maior suporte e apoio.
Este meu abrigo até pode ser escuro, triste e melancólico mas é o meu mundo e esse ninguém nunca em tempo algum o vai destruir.
Estou de saída, já terminei o café e o pastel de nata. Vou a caminho de casa e vou a sonhar. Vou para o meu quarto e vou escrever, escrever, escrever ...

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